Receber um "indeferido" do INSS não significa, necessariamente, que você não tem direito. Muitos benefícios são negados por questões que podem ser revertidas, seja em recurso administrativo, seja na Justiça.
Por que o INSS costuma negar
Entre os motivos mais frequentes estão: perícia que não reconheceu a incapacidade (comum no auxílio por incapacidade temporária e na aposentadoria por incapacidade permanente); falta de qualidade de segurado ou de carência (número mínimo de contribuições); tempo de contribuição não computado, especialmente períodos rurais, especiais ou antigos; e documentação insuficiente para comprovar o direito.
O recurso administrativo
Após a negativa, há prazo (em regra, 30 dias contados da ciência da decisão) para apresentar recurso às Juntas de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Trata-se de uma nova análise do pedido, na qual é possível incluir documentos e argumentos que não foram considerados na primeira decisão. Por correr da ciência, o prazo exige atenção: a demora pode inviabilizar essa etapa.
Quando levar à Justiça
Se o recurso administrativo não resolve, ou quando a perícia foi claramente equivocada, cabe a ação judicial, na qual é possível requerer uma nova perícia, independente. Reconhecido o direito, o benefício é implantado e seus efeitos retroagem à data em que já era devido.
O que reunir
Guarde a carta de indeferimento (com o motivo), o extrato do CNIS, os laudos e exames médicos e os comprovantes de contribuição ou de atividade. Esse conjunto é o que sustenta tanto o recurso quanto a eventual ação.
Cada benefício tem regras próprias, e os prazos correm. A leitura atenta do motivo da negativa já indica o melhor caminho a seguir.